domingo, 27 de outubro de 2013

Quem os ouvia e quem os ouve...

Em junho de 2011, alguns dias após as eleições legislativas, PPP assegurava que tinha testosterona para dar e vender. Por isso, o povo que se preparasse e a oposição que se cuidasse... 
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Agora, que as eleições legislativas estão novamente no horizonte e se aproximam a largas passadas, o Mota vem de lambreta dizer que, afinal, os credores internacionais - Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia - exigiram o aumento da idade da reforma para os 67 anos, mas que o executivo rejeitou.


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Por este andar, ainda os vamos ouvir dizer que estes quatro anos de empobrecimento generalizado e de perda de direitos sociais não passaram de um grande equívoco, nosso, claro está!

E pior: é bem provável que muitos dos que, agora, andam aí nas manifestações a gritar contra o governo voltem a votar PSD em 2015. 

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A ver vamos...

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Se não for isto, é algo muito parecido - 68

Nem sei de quem tenho mais inveja, se do fotografado, se do fotógrafo.... e não, desta vez, não se trata de uma metáfora do país ou dos contribuintes. É mesmo só isto: a vertigem em estado puro.

Fotografia de Jimmy Chin, tirada no Parque Nacional de Yosemite (Half Dome), para o National Geographic Magazine

terça-feira, 22 de outubro de 2013

domingo, 20 de outubro de 2013

Ainda a paisagem, de passagem - VII

E há um verde que alastra pouco a pouco sobre o solo em carne viva...

N4 - Elvas: 20/10/2013





























Do hábito de reparar

O coração não se engana.
Pode cansar-se, 
mas não se engana.
Pode também 
habituar-se ao ponto
de já nem reparar
na planura que rodeia a estrada
(contra essa dor é a minha luta).
Mas não, não se engana.

Enquanto, de passagem, 
o olhar for capaz
de perceber as múltiplas, 
quase imperceptíveis
formas como a paisagem
se altera no espaço
de apenas alguns dias,
e enquanto a consciência disso tudo 
- do olhar e das coisas vistas - 
fizer sentido, sei que o coração
pode até estar cansado,
mas nunca entorpecido pelo hábito,
que, até nisso, o coração não se engana.

Sei lá.. a vida tem sempre razão

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

You're So Vain

O lusintectual

Diz o lusintectual
que a bloga já não lhe dá pica.
Que escreve para as audiências
e estas (que injustiça!)
andam arredias.

Por issoo homo scribens, 
temendo ser condenado
à darwinística extinção,
ameaça com voz grossa:
Olhem que vou escrever para outra plataforma!

Mas uma semana depois
ei-lo que regressa, 
qual fénix desempoeirada: 
Ora tomem lá o meu novo livro! Apareçam!

Presumo, pois, que as audiências,
assustadas,
devem ter regressado a trote...

(grande marmelo este!)

terça-feira, 15 de outubro de 2013

O busílis da questão

Cada vez me parece mais que isto é como a velha questão do copo: meio cheio ou meio vazio? 

Só que, neste caso particular, ainda não se percebeu bem se a dificuldade se deve ao facto de o problema ser insolúvel, ou se são as cabeças que, por serem fraquinhas, não conseguem resolvê-lo...

João Abel Manta, Um problema difícil, 1975

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

A lição de anatomia

Ontem, em horário nobre e em direto, Paulo Portas não fez uma comunicação ao país. Deu-nos, isso sim, uma verdadeira lição de anatomia do contribuinte (ler/ver aqui). E assim se percebeu bem melhor a razão de ter demorado 10 horas o tal conselho de ministros. Foi mesmo tudo escalpelizado ao pormenor, não nos fosse escapar algum cêntimo no bolso...

Imagem daqui

Se não for isto, é algo muito parecido - 65


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

O país perguntou, Passos Cartoon...

... qual magical maestro dos reality shows televisivos, respondeu galhardamente e Tex Avery fez a sinopse. Falamos, é claro, de uma amostra de país cuidadosamente escolhida. Na verdade, com um país assim, é tudo bem mais fácil: seja governar, seja responder a perguntas.

Aqui fica, para quem não conseguiu ver, ou não teve paciência para aguentar a estucha, o condensado das melhores respostas do primeiro-ministro.


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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

das palavras




















quantas vezes
as palavras
de tão doídas se afiguram ressentidas
de tão acauteladas soam a já expiradas
de tão amassadas se tornam informes

outras vezes há que
as palavras
de tão transpiradas
- tremenda ironia -
até parecem inspiradas

e uma ou outra vez
as palavras
na sua descuidada limpidez
e involuntário acerto
de tão espontâneas
por breves instantes
até me parecem ser alheias

duvido sempre delas
e mais ainda de mim