segunda-feira, 19 de maio de 2014

Descubra as diferenças

Entre a campanha para as legislativas de 2009 e a campanha que agora decorre para as europeias de 2014 o que é que mudou no estilo do PS? 

Talvez mesmo só o preço do pequeno-almoço... (ver aqui)



quinta-feira, 15 de maio de 2014

Pelos pentelhos de Matusalém,

tá-se mêmo a ver que o homem já se esqueceu de tudo aquilo que escreveu no programa deste governo...

Ler aqui

Senhoras e senhores, vai em 7 milhões...

está em 7 milhões... 
Alguém dá mais? 
7 milhões e 500 mil?
7 milhões e 500 mil...  

7 milhões e 500 mil... uma ...



E pensar que, em 2005, Sócrates prometia uns míseros...


Notícia tirada daqui

segunda-feira, 12 de maio de 2014

As dúvidas da CNE e a campanha eleitoral

Ao que parece a CNE ficou com "dúvidas" (ler notícia aqui) sobre as verdadeiras intenções do governo ao decidir apresentar, no próximo dia 17, um documento dito de "estratégia para o futuro", com o qual se pretende assinalar a suposta saída da troika do país (ler  notícia aqui). Permitam-me, senhores, que vos esclareça. É que a coisa parece complicada, mas na verdade é assaz simples de entender.

A campanha eleitoral - a que hoje se iniciou oficialmente, ou qualquer outra - é feita apenas com um único intuito:


Já a respeito do conteúdo do tal documento dito de "estratégia do governo para o futuro" também não há muito que saber...





Em circunstâncias ditas "normais" estaríamos, de facto, perante uma contradição e assim se justificariam as dúvidas existenciais da CNE: então andam os candidatos a palmilhar o país de lés-a-lés, a mostrar a cenoura ao povinho e o povinho todo contente a aplaudir nos jantares-comício e a pedir canetas e sacos de plástico e o governo já nem se dá ao trabalho de esperar pelo dia das eleições e tira a dita cenoura assim às escâncaras? Mas que é isto? Já não há decoro? 

Contudo, a CNE pode ficar tranquila. É que os profissionais da política há muito tempo perceberam que o povo é sereno. Tão sereno que, existir ou não uma cenoura na ponta da vara, é já só um mero detalhe, pois a verdade é que o povo parece que já nem precisa de cenoura. Basta-lhe apenas a vara para seguir em frente...


Por isso, a cenoura só lá está - refiro-me, é claro, à campanha eleitoral - por uma questão de tradição e porque, assim, sempre a vara tem melhor aspeto aí nos outdoors e mupis que cobrem o país de norte a sul. Não precisa, pois, a CNE de se inquietar: está tudo bem, repito, o povo é sereno e não será a varejada (mais uma) de dia 17 que vai exaltar os ânimos. Pode a CNE estar muito descansadinha que, no próximo dia 25, tudo como dantes no quartel de abrantes:

Ler notícia aqui

domingo, 30 de março de 2014

Os figurões da semana

O mestre de culinária

Especialidade: cozinha de fusão, expressão que, lida muito depressa, é, como se sabe, o que mais se assemelha a "confusão", algo que se pode definir mais ou menos assim: assegurar, na mesma frase, uma coisa e o seu contrário, como fez o líder da bancada par(a)lamentar do PSD esta semana, ao garantir que não haveria mais cortes de rendimento e que, caso os houvesse, isso seria compensado pela redução dos cortes (ler aqui). Não é petisco para estômagos fracos, não...


e a Sósia

De acordo com a notícia do jornal Correio da Manhã, a coisa passou-se mais ou menos assim:



Ler mais aqui, e se isto não for um "jornal de referência", não sei o que será...

sábado, 22 de março de 2014

A morte saiu à rua num dia assim

a inelutável presença, a única certeza


N4 - Silveiras: 15/3/2014

na clara luz de março que torna mais límpido
o granítico contorno da geometria talhada para a eternidade
na tranquila sonolência
dos seres pequenos aquecidos ao sol
no volteio da brisa que busca
os pássaros entontecidos
ou na terra encharcada de viço que transborda
pela erva acima
em tudo o que é
ou por dentro de tudo o que apenas está
sempre
a inelutável presença
das sombras

afinal
a única e nítida certeza