quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Jesus saves, I spend

A palavra da semana, do mês, talvez até do ano

Depois da Infopédia ter divulgado a habitual "palavra do ano 2011", parece-me que é tempo de começar já a preparar a escolha deste ano que ainda agora começou. Por agora, e a julgar pelas notícias recentes, parece-me que o PS já vai à frente com a palavra "transparência". Nem sei como é que não soa aí pelo país um coro de vuvuzelas em celebração deste facto tão insólito quanto tenebroso.
Ver aqui e aqui
Com tanta "transparência" começo até a achar que, quando Álvaro Cunhal escreveu o livro "O Partido com Paredes de Vidro", estava afinal a referir-se ao PS...

E já agora, "as" palavras de 2011 foram estas.

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Notícia de última hora

"Gaspar não prevê mais austeridade"
(ver notícia aqui).
Quem somos nós para duvidar da solidez destas garantias
 dadas hoje no Parlamento pelo senhor ministro das Finanças?

Piece of crap

Não dar a bota com a perdigota: provérbio ilustrado

Perante notícias assim é caso para dizer que não dá a bota...
Notícia daqui
... com a perdigota:
Notícia daqui

Pensei então: «será que o professor Gaspar decretou o fim da crise e se esqueceu de nos avisar?» Mas depois de ler esta notícia aqui percebi que, afinal, não é bem assim.

Continuo é sem conseguir perceber como é que, em plena "crise", a palavra "austeridade" vive ausente do mundo do futebol português e sobre isso ninguém fala. Como se houvesse aqui uma espécie de tabu coletivo ou como se a tribo do futebol fosse uma espécie de casta separada e de privilégios intocáveis.

E o povinho que leva o tempo a queixar-se que o Estado lhe leva o couro e o cabelo em impostos, sobre isto, estupidamente, também nada diz. Provavelmente, até acha bem. Haja paciência!

Novos provérbios portugueses

O dinheiro não tem pentelhos.
Ver notícia aqui
Avivar a memória aqui.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Que se materialize o sonho...

...de fazer deste "cante" genuíno património da humanidade (cada um virgule à sua vontade). Permitirá pelo menos investigar, coligir, divulgar. Só por isso já valerá a pena a candidatura.


Excerto do filme-documentário Bom Povo Português de Rui Simões,
realizado em 1981

Pedagogia: ao que nós chegámos

Abordagem americana:



Abordagem egípcia:



Abordagem brasileira:


E a abordagem portuguesa:


De salientar que, nas três primeiras, há uma punição clara para o(s) aluno(s) infratores. Pode é questionar-se se essa punição é proporcional e adequada à gravidade da infração cometida, ou não. Também não podemos esquecer que estas são decisões a quente, tomadas em situações-limite, quando os nervos cedem. A quarta - a aula portuguesa - é aqui a exceção claramente reveladora do descrédito e da desautorização a que os docentes têm sido sujeitos nesta última década, por via sobretudo do  "eduquês" (veja-se, a título de exemplo, o Estatuto do Aluno e o do Professor) e da funcionarização a todo o custo da profissão docente. A reação  da professora portuguesa (ou melhor, a falta dela) -aos desordeiros que infernizam a aula, tanto a ela como aos outros alunos que querem, de facto, aprender alguma coisa, é, nas atuais circunstâncias, a única possível.

Embora confesse que, às vezes, vontade não me falta, nem sequer consigo imaginar o vendaval que se levantaria se algum dia perdesse a paciência e decidisse agarrar num telemóvel e atirá-lo ao chão como faz o professor brasileiro neste vídeo.  Basta lembrar o tristemente célebre caso ocorrido na Escola Secundária Carolina Michaelis do Porto em 2008 (ver aqui).  A nossa atitude coletiva sobre a "incómoda" questão da indisciplina nas salas de aulas portuguesas tem sido o silêncio, só quebrado pelos "casos" que, de vez em quando, chegam aos media. É que a questão vai muito para além da própria sala de aula e estende-se quer às famílias, quer à própria sociedade. Vamos ver até quando conseguiremos manter este silêncio ensurdecedor.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Ainda a "loja"

No mundo globalizado em que vivemos já se sabia que era só uma questão de tempo até Mozart himself saber do caso da sua homónima loja maçon de Lisboa a qual, por estes dias, teima em ser notícia por cá (ver aqui). Eis aqui, em primeira mão, a sua reação ao caso.


Até eu própria já dei várias gargalhadas ao longo da semana, muito embora tenha plena consciência de que os anafados personagens principais desta história  mal contada - este e este -  é que se andam a rir de nós todos há muito tempo. Talvez demasiado.

Eis "o génio dos génios"

em questões militares, e é por isso que a lâmpada de onde ele sai tem este formato pouco habitual. Isto, claro está, segundo a insuspeita televisão norte-coreana (ver notícia aqui). Não sei se ria, se chore, ou se nem uma coisa nem outra. Sei é que o povo norte-coreano já não deve ter muito mais lágrimas para continuar a chorar...

A austeridade à portuguesa

Em Portugal, três penadas bastam para perceber que a crise em que estamos mergulhados é bem mais grave do que parece à primeira vista e vai muito além da questão dos €uros: 1ª penada aqui; 2ª aqui e 3ª aqui

Em síntese, e numa penada apenas:Os ministros têm "cartão dourado", apesar dela. Por acaso este até é ex-ministro mas quando, aqui há uns meses atrás, estava no governo, a crise já nos "assistia" e bem, por isso conta. Além de que nada se sabe - ainda - sobre os "cartões dourados" dos ministros e secretários de estado do atual governo, mas não será assim tão diferente. E depois há aquelas situações - e são cada vez mais - em que a crise obriga a poupanças no mínimo estranhas.

Ora, poupar assim num país de gente velha - por isso mesmo, doente e com poucos recursos financeiros - e, sobretudo, no interior desertificado, onde os meios são ainda mais limitados dá que pensar, embora todos saibamos que abusos havia e muitos. Só não se entende é porque, na posse dessa informação, nunca a administração tomou quaisquer medidas para os impedir e vem agora cortar desta forma brutal logo do lado mais fraco mas, claro, tão mais fácil: o dos utentes do SNS.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Let England Shake

Este país é mesmo para velhos

A recente aquisição da EDP pelos chineses abriu agora portas à criação de uma espécie "escola sénior do mundo empresarial" para ocupar ativamente as douradas reformas de certos ex-políticos e administradores de topo, todos bastante alaranjados, claro está.
É também por estas e  por outras que se percebe melhor por que raio anda o governo a pressionar os jovens mais qualificados para que emigrem. De preferência para bem longe, claro! (ver aqui)
Notícia daqui

Ena, tantos!...

Depois de  ter passado a semana a ouvir dizer que a, b, c e d (e agora até este) pertence à maçonaria, é caso para dizer: quem for da maçonaria, ponha a mão no ar, por favor... Ena, tantos!... (ver aqui)

Ora, com tantos assim à solta por aí, é bom saber como é que se identifica um maçon, até porque a "questão maçónica" promete continuar na próxima semana e na outra e na outra...(ver aqui)

Aqui fica então a informação possível pois, como sabemos, na maçonaria, como em tantas outras áreas da "vida política", o segredo é a alma do negócio...

Pois eu também não acredito em bruxas...

... mas que las hay... las hay...
Notícia daqui
queria mais impiedoso o desdém mais cega a desconfiança mais feitas as ideias mais vil a insinuação mais rude a grosseria mais convenientes as ilações mais ágil o desapego

queria mais sibilinas as sílabas que fazem ricochete nos ouvidos mais descartáveis os sentimentos genuínos mais cambiáveis os corpos que me aquecem a cama mais ágeis os escrúpulos em usar os outros como mera carne para saciar a  fome passageira

queria ainda mais duro o granito que emerge da terra mais áspera a casca das oliveiras centenárias mais espinhosos os silvados

queria empurrar a vida para baixo com mais um trago de uísque e seguir em frente sem hesitações

com respeito às afeições, em suma, queria ser bem mais como tu

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

É de um Manifesto assim que estamos a precisar

"Manifesto sobre o amor débil e o amor amargo", In Sete Manifestos Dada, Lx: Hiena Editora, 1987

Até que ele apareça, fico-me com este outro Manifesto que tem pelo menos a vantagem catártica de permitir a substituição do Dantas por outro "Dantas" qualquer, desses que todos os dias nos entram em cada via tv para atentar contra a nossa inteligência e paciência, irra! Irra não. Pum!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Em televisão, isto é o que se pode chamar

servisso público de enformação...

Jornal "Hoje" - RTP2 - 5/1/2012

Um autêntico "centro comercial"

No meio de tanta "loja" e respetivos "lojistas" (ver aqui) começa a parecer-me que a maior delas todas é esta: a "loja" de S. Bento... Pelas notícias vindas a público nestes últimos dias, diria mesmo um autêntico "centro comercial", bem recheado de "lojas" exclusivas... E visto assim, de cima, até dava um belo logotipo: nem é difícil identificar o habitual compasso bem aberto, justamente ali na bancada onde se costumam sentar os "magníficos" membros do governo.

Afinal, sempre há alguma coisa em que, para além de sermos únicos, vamos bem à frente de todos os outros

(atualização)
Notícia daqui
Estranho o silêncio governamental sobre esta notícia, sobretudo numa fase em que a nossa autoestima coletiva anda tão abalada pelas severas medidas de austeridade que, justamente, nos colocam cada vez mais no topo deste "top". Parece-me que já algum ministro se devia ter pronunciado, quanto mais não fosse para se congratular pelo enooorme esforço realizado para conseguirmos alcançar este "primeiro lugar". E digo isto porque, conforme as últimas notícias do próprio governo, houve, em 2011, uma muito significativa redução do défice das contas públicas (4,5%?), e ter conseguido isso apenas à custa do esforço financeiro e fiscal daqueles que menos ganham e menos bens possuem, é obra. (ver aqui)

Estranho ainda que, apesar destas notícias - as quais, aliás, se limitam a dar conta do óbvio - os "ricos" andem assim tão ressabiados que tenham começado até a abandonar de mansinho o país para se instalarem, literalmente, na casa do vizinho. Nem é preciso pensar muito para perceber que a verdadeira intenção é pôr os bens a salvo de um eventual desastre e que tudo o resto são argumentos e desculpas, pouco convincentes aliás.

Estranho finalmente que este governo - anunciado como sendo de gente tão capaz e tão empenhada em "salvar o país" e em promover o crescimento económico -, revele tamanha inépcia na gestão disto tudo e venha agora um deputado do CDS sugerir até um boicote dos consumidores aos supermercados Pingo Doce (ver aqui) - assim à laia de retaliação à empresa por ter deixado ficar mal o governo nesta fotografia - para, logo a seguir, se apressar a ir à televisão dar o dito por não dito (ver aqui). Como forma de solução para esta questão da "fuga" fiscal das grandes empresas, não há dúvida que é do melhor que tenho ouvido nestes últimos tempos.

Só me falta saber o que pensa o "Álvaro" sobre isto, até porque não há como ele para fazer o "desmito" da coisa...