domingo, 4 de agosto de 2013

fotograma

na tarde imóvel,
enrubescida,
a resina das estevas
cicia de sede, cio e langor
enquanto o vento parece tomado
de súbito torpor

e por sobre tudo isto 
uma campânula azul
tão intensa quanto opressiva
aprisionando a luz que dói na cal das paredes

2 comentários:

Marcos Satoru Kawanami disse...

Francisca,

Poema feito com ponderado esmero. Gostei, ainda que tenha sentido a tristeza dele.

;*
Marcos

FM disse...

Marcos,
ainda bem que gostou.

Obrigada pela visita.

:)